Seleção
brasileira preparada para Olimpíada do Motociclismo Mundial
ZDL
23/09/2002
Motos novas, boa alimentação e longas
noites de sono são o diferencial dos brasileiros para o Internacional
Six Days
Jablonéc
(República
Tcheca)
- A largada para o primeiro dia de prova do 77° International
Six Days irá acontecer nesta terça-feira. Enquanto
isto, a seleçao que irá representar o Brasil na prova
descansa e se preocupa com a alimentação. "Nao
podemos mais treinar com as motos. Elas estão desde ontem
no parque fechado e só serão liberadas no dia da prova.
Agora é boa alimentação e descanso, comenta
Márcio Joanita, piloto de Jundiaí.
Já a
equipe técnica brasileira se prepara para o desfile de abertura
que irá acontecer na noite de hoje (segunda). Serão
31 países apresentando seus times para um público
de 20 mil pessoas e 62 canais de televisão dos continentes
europeu e americano. "Estamos ansiosos, mas temos certeza que
vamos fazer uma boa apresentação. O Brasil está
preparado e bem estruturado na República Checa", diz
Persival Resende, chefe da equipe brasileira.
Para a competição
também está tudo preparado. Pela primeira vez a seleçao
brasileira estará correndo com motocicletas zero quilômetro
e com uma forte estrutura de apoio, junto a seleçao italiana,
que já tem 12 títulos na história do Six Days.
"Fizemos uma reunião com o pessoal da Itália
e ficou acertado que vamos unir os apoios. Isto é muito importante,
pois a seleçao italiana é uma das mais experientes
nesta prova e assim, vai nos ajudar muito", explica Dyonísio
Malheiro, organizador do Six Days Brasil, em 2003.
Equipe brasileira
Bernardo
Magalhães, 33 anos - KTM 250cc EXC 2003
"Minha
moto é uma edição especial da KTM, feita para
o Six Days. Muda pouca coisa em relação a original.
Apenas escape, ponteira, capa de banco, gudião e adesivos.
O diferencia está no ano da moto. A que irei correr é
2003. Comparando com a do ano passado, ela está mais leve
e estreita, se assemelhando com as de motocross. A prova deste ano
vai ter muitas dificuldades, mas estou melhor preparado do que nos
anos anteriores. Em 2002, direcionei meu treino para a prova da
República Checa. Agora, os resultados disto só da
para saber depois da prova. Nao estou esperando uma prova difícil
como anos anteriores, mas está longe de ser fácil.
O Six Days é sempre um desafio, que pega de surpresa quando
menos esperamos."
Felipe Zanol,
21 anos Husqwarna 250cc 2003
"Minha
motocicleta não mudou muito de 2002 para 2003. A que ando
no Brasil é bem parecida com a que estou aqui. O que está
favorecendo a preparação é a gasolina da Europa,
é muito boa, assim a regulagem do motor fica melhor. É
o meu segundo Six Days. Pelo que temos conversado com o time italiano,
esta não é uma prova muito difícil. O terreno
traciona muito, isto é bom, se não chover vai ser
tranqüilo da equipe terminar. Na minha opinião, a medalha
de ouro está bem próxima."
Luis Felipe
Bastos, 25 anos TM 250cc - 2003
"Queria
estar andando de quatro tempos, mas foi inviável. A moto
que estou usando é bem superior a minha do Brasil, ela é
moto mais suave. Em relação a prova, estou esperançoso.
A ameaça de chuva deixa a gente com medo. Quero lutar para
completar a prova e pelo ouro, o meu grande objetivo. Este ano meu
treinamento foi voltado para o campeonato nacional e para estar
na seleçao. Aqui o favoritismo não existe, o negócio
é por equipe, o lado individual fica de lado. O incentivo
da CBM e dos patrocinadores me trouxeram para o Six Days."
Márcio
Joanita 30 anos Gas Gas 400 fseII - 2003
"A moto
está com um chassi melhor. Mudou o grafismo, que é
muito semelhante da que estou andando no Brasil. A única
vantagem é que ela foi acertada pela fábrica, com
gasolina com 98 octana, bem superior a do Brasil. Como tem injeção
eletrônica, compensa diferenças de temperatura e altitude.
Peguei a moto com pouco nitro na traseira e tivemos que mexer na
suspensão. A ohlins cuidou disto. A moto foi testada e
ficou boa. Acho que semana que vem vamos pegar uns dois dias de
chuva. Na minha opinião a prova vai ser complicada. Vamos
fazer a vistoria hoje, mas a organização está
cobrando muito nas vistorias. O regime do pais é rigoroso,
com relação ao regulamento, eles devem estar cobrando
isto durante a prova."
Alexandre
Fernandez, 33 anos, KTM 125cc 2003
"A moto
é uma novidade para mim, no Brasil eu ando de Suzuki. Estou
me adaptando a moto, que é específica para enduro,
diferente da minha 125, que é de motocross. Treinei dois
dias com ela, já melhorei muito e estou confiante, pois é
uma moto zero quilômetro e vai atender ao que eu pretendo
fazer este ano, que é terminar a prova. A expectativa é
muito grande, é a segunda vez que eu participo, não
temos uma experiência tão grande como as outras equipes.
Quero ver se eu termino bem, na outra participação
sofri demais, pois estava com uma moto que só dava problema.
Este ano, estou mais estruturado, sem o medo do nome Six Days."
Pélmio
Simões, 30 anos, Husqvarna 570cc, 2003
"É
meu primeiro Six Days. Estou encarando a prova com naturalidade,
sem muitos compromissos. Quero terminar e ajudar a equipe a conquistar
uma boa colocação. Minha moto é bem parecida
com a que eu ando no Brasil, a diferença ficou por conta
do combustível e da preparação. Espero que
não chova, senão a coisa vai ficar feia por aqui.
Vamos ver no que vai dar"
A cobertura
do Six Days 2002 tem o patrocínio da Web Racing, Acerbis
Italia, Adventure Eventos e Scott do Brasil
Mais informações:
Fabiano Godoy
Chefe de imprensa / Press chief
I.S.D.E. 2003
www.isde2003.com
fabiano-godoy@isde2003.com
ZDL
- Marcelo Eduardo Braga (Mtb 18324)
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