Estrangeiros preferem Six Days no Brasil
ZDL 22/09/2002
A equipe brasileira se prepara para a olimpíada do motociclismo na República Tcheca e os italianos estão de olho no Brasil 2003

Jablonéc (República Tcheca) - Começa na terça-feira, dia 24 de setembro, a maior competição do motociclismo off-road mundial. Em sua 77° edição, o ”International Six Days” terá como cenário a cidade de Jablonéc, na República Tcheca, um pequeno país do leste europeu, conhecido por seus castelos e arquitetura medieval. A prova deste ano tem 31 países inscritos, um total de 531 pilotos. Dentre eles, a seleção brasileira formada por Alexandre Fernandez, Marcio Joanita, Pélmio Simões, Luís Felipe Bastos, Felipe Zanol e Bernardo Magalhães.

A grande surpresa é o surgimento de novos pilotos, deixando para trás nomes como Giovanni Sala, Peterhansel, Mario Rinaldi e Joan Roma, que não estão na prova deste ano. ”Este ano muitos pilotos deixaram de vir para o Six Days. Os motivos são muitos, desde a crise provocada pelas enchentes na República Tcheca até o Six Days Brasil. A Itália, por exemplo, está inscrita nesta prova com apenas três dos seus 51 motoclubes. Andei conversando com os italianos e me disseram que estão poupando os gastos para estar em peso na competição brasileira”, disse Dyonísio Malheiro, organizador do Six Days Brasil, em 2003.

Desde o dia 18 as equipes estão montando suas estruturas no parque fechado de Jablonéc. A do Brasil está localizada em um dos maiores boxes do parque de exposições da cidade. ”Este ano estamos com total apoio da marca Acerbis Italiana e do motoclube de Bergamo. Eles estão fazendo a promoção do Six Days Brasil e nos ajudam em tudo aqui na República Tcheca. Os italianos são grandes amigos e excelentes parceiros”, explica Dyonísio Malheiro.

Além das estruturas, já foram feitas as primeiras vistorias de prova e treinos em uma pista de motocross, próxima ao parque fechado. A delegação brasileira tem 14 pessoas e duas frentes de trabalho. Uma, chefiada por Dyonísio Malheiro, cuidando da promoção e organização do Six Days Brasil, e a outra, liderada por Persival Resende, é a própria equipe brasileira, que estará ”brigando” por uma medalha de ouro na competição. ”É o terceiro ano que o Brasil participa desta competição. Estamos com motos zero quilômetro e com os pilotos bem treinados. Agora é só se concentrar e esperar a largada”, comenta Persival.

Três formas de correr o Six Days

O primeiro passo é se enquadrar em uma das cinco categorias 125cc 2T, 250cc 2T, 250cc 4T, 400cc 4T e 500cc 4T. Depois disto, se adequar em uma das classes ”Troféu” e ”Troféu Júnior” (para menores de 23 anos), onde o piloto irá ser escolhido pelo país para compor a seleção nacional - ”Clubes”, para pilotos que estarão representando um motoclube ”Individual” para pilotos que correm sem representações.

Troféu: Equipe de cinco ou seis, dos quais os cinco melhores tempos juntos formam o tempo do país, portanto se um país corre com seis pilotos ele tem o direito de descartar o pior tempo do dia. Dentro da Troféu tem que haver, no mínimo, três categorias diferentes.

Troféu Junior: Equipe de três ou quatro pilotos dos quais os três melhores tempos juntos formam o tempo do país, portanto se um país corre com cinco pilotos na Junior ele tem o direito de descartar o pior tempo do dia. Dentro da Junior tem que haver no mínimo duas categorias diferentes.

Clube: Equipe de três dos quais os três tempos formam o tempo do clube. Dentro desta classe tem que haver no mínimo duas categorias diferentes.

Seis dias consecutivos de prova

Os cinco primeiros dias acontecem na modalidade Enduro com PEC Prova Especial em Circuito - e PEL Prova Especial em Linha - o sexto dia é um motocross teste, todos estes circuitos são cronometrados e ligados por deslocamentos. Dois dias antes de começar a prova é aberta a vistoria técnica, onde fiscais da FIM Federação Internacional de Motociclismo - vão verificar se as motos estão dentro do regulamento Internacional.

Aprovadas pela vistoria, as motos entram no parque fechado, de onde só irão sair na largada do primeiro dia de prova. Ao final de todos os dias, as motos retornam ao parque fechado e de novo só sairão para a corrida no dia seguinte. A manutenção nas motos somente pode sr feita pelos próprios pilotos. Eles têm 10 minutos antes da largada e 15 minutos após a chegada do dia para fazer todos os reparos necessários em suas motos, enquanto o papel do mecânico é ajudar o competidor entregando as ferramentas. A única manutenção que o mecânico pode fazer é a colocação de líquidos na moto.


Mais informações:
Fabiano Godoy
Chefe de imprensa / Press chief
I.S.D.E. 2003
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ZDL - Marcelo Eduardo Braga (Mtb 18324)
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