Volta BR de Santa Catarina cresce com o surgimento de novas equipes
ZDL 06/09/2002
A competição deste ano foi a mais equilibrada da história e revelou atletas de futuro


Joinville (SC) - A XVI Volta Ciclística BR Internacional de Santa Catarina, que terminou neste sábado, com a disputa de uma prova de circuito de 50 quilômetros, registrou um crescimento inédito em seu nível técnico. A competição foi a mais equilibrada da história e apresentou o surgimento de várias equipes novas, bem estruturadas, e de ciclistas de bom potencial.

Por causa do inesperado equilíbrio, várias surpresas aconteceram desde o dia 29 de agosto, quando foi disputado o prólogo pelas ruas da cidade de Tubarão. O maior exemplo disso é que a Memorial/Santos, uma das equipes favoritas ao título, terminou apenas na quarta colocação na classificação geral. Além de ser superada pela favorita Caloi/Suzano/PowerBar, acabou ficando atrás também da Pedal Bike Shop, de São José dos Campos, e da AA Guaru/Audifar, de Guarulhos, segunda e terceira colocadas, respectivamente.

Outra equipe nova brilhou. A Dataro/Transamérica, de Curitiba, ficou em quinto lugar, mas teve um dos destaques da competição: o curitibano Evandro Portela, de 24 anos, que venceu a prova contra-relógio e foi um dos grandes destaques da competiu, que reuniu 141 ciclistas de 24 equipes em sua primeira etapa (103 terminaram a oitava etapa na sexta-feira).

Nomes pouco conhecidos fora do esporte, como o próprio Evandro Portela, Antonio Nascimento e Valcemar Justino da Silva ganharam tanto destaque como o de atletas renomados por participação em Jogos Olímpicos e Pan-Americanos como Cássio de Paiva Freitas, Márcio May e Hernandes Quadri Jr.

Outro fato importante, segundo o diretor-geral do evento, o presidente da Federação Catarinense de Ciclismo, João Carlos de Andrade, foi a pouca diferença entre os primeiros colocados na classificação geral. “Nunca houve tanta gente com chance de vencer a competição”, lembra o dirigente. “Aconteram alterações constantes e profundas na classificação.”

Pela primeira vez na história da competição, 11 ciclistas subiram juntos a temida Serra do Rio do Rastro, considerada a etapa mais difícil do evento. “Nunca tantos subiram juntos. É um desafio muito difícil. Acho que acertamos ao estender a etapa de Orleans a São Joaquim, direto, sem a parada no alto da Serra”, disse o diretor-geral. “O nível técnico foi muito exigido.”

A competição cresceu também em sua infra-estrutura. A Volta Ciclística BR deste ano contou, por exemplo, com o acompanhamento inédito de uma UTI móvel. A ambulância seguiu o pelotão de Tubarão a Joinville, percorrendo um total de 821,2 quilômetros. Primeira UTI móvel adquirida pelo governo de Santa Catarina, o veículo faz parte do Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu) e apóia normalmente os chamados da Polícia Militar, da Polícia Federal e do Corpo de Bombeiros, além do telefone de emergência 192.

A UTI móvel tem todos os equipamentos necessários para a realização de cirurgias complexas e de outros procedimentos como paradas cardiorrespiratórias. Outras ambulâncias como esta operam nas macrorregiões de Florianópolis, Joinville, Criciúma, Chapecó, Blumenau e Lages.

A Volta BR teve também como novidade o acompanhamento online pela internet pelo site www.ciclismosc.com.br. O presidente da Federação Catarinense comemorou os cerca de 500 acessos diários ao site. “Tivemos mais de 5 mil acessos em nove dias. Esta iniciativa foi um sucesso.”

A SporTV mostrou boletins diários da competição tanto no SporTV News como no programa Zona de Impacto.

A Volta BR de Santa Catarina tem organização da Federação Catarinense de Ciclismo, com promoção da Gayotto de Luca. O patrocínio é da BR Petrobras, com apoios das cidades-sede, do Governo de Santa Catarina, da Polícia Militar, Polícia Rodoviária Estadual de Santa Catarina, Polícia Rodoviária Federal, JK Pneus e Viacar.


ZDL - João Pedro Nunes (Mtb 6950) / Doro Jr.
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